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Crônicas

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Espontâneo - Ser ou não ser?

Hoje não deu praia! E domingo sem praia no Rio tudo fica meio esquisito, não acham? Bom, eu fico meio perdida e levo horas pensando no que fazer. Ler um livro, talvez... sempre tem alguns me esperando. Mas, não...não tô afim... Shopping? Esquece, o salário virou muito antes do mês! Janeiro tem que ser bem magrinho pra dar conta de tanta gordura extra no cartão... Hum... telefone tocando? Boa! É a Marcelinha! Velha amiga de escola, nos esbarramos na correria das compras de natal e deixamos uma saída combinada. E o convite veio na hora certa. Espantei o tédio e dando uma olhada aqui pelo blog, não tive dúvida - uma chegadinha pra um café da manhã no Le Bronxx tava perfeito! Nada melhor pra jogar uma conversa fora! Papo vem papo vai, acabamos conversando sobre trabalho e ela desfilou um sem número de razões para estar infelicíssima no emprego, como assistente num famoso escritório de advocacia. A tomar pela cara franzida que tinha na minha frente, a coisa tava feia mesmo! Sabe um punhado de poeira sendo impiedosamente sugado por um aspirador de pó? É mais ou menos essa a ideia! Ela me pareceu estar perdendo toda a sua vitalidade nessa rotina, nas suas palavras: “Totalmente sem sentido!” Aí, fiquei meio enrascada! As pessoas adoram procurar o amigo psicólogo para ouvirem algum tipo de conselho milagroso e super hiper inteligente. Mas, fora do consultório a coisa não funciona bem assim (ainda mais que eu só tava preparada para um domingo relax!). Recorri a sugestão bem lugar comum – por que não arruma um hobbie? Vai te ajudar a relaxar e compensar o estresse do trabalho. Tentei uma lista de atividades - fotografia, culinária, literatura, aulas de dança, jardinagem, mas nada, nada parecia funcionar! Se num primeiro momento seu rosto se iluminava com um sorriso, logo a seguir despencava num lento balançar de cabeça, seguido por uma expressão cada vez mais desanimada. Ai caramba! Nada te anima, nada te empolga? Nem um pouquinho? A temida resposta se seguiu: - Não. Lacônico. Fiquei encalacrada. Meu estoque de sugestões estava esgotado. Há uma coisa que não suporto – chegar ao fim da minha capacidade de argumentar. Usei o resto do chocolate quente como pausa para recompor as ideias. Ela me olhava ainda esperançosa mais parecendo um vira lata vendo o frango assar na padaria! Eu tinha que reagir! Então, me ocorreu pensar sobre esse conceito de espontaneidade. Estamos sempre contando com a ideia de que o prazer só é válido se for espontâneo, só é reconhecido como tal se envolver um apaixonamento à primeira vista. Mas, e se pensarmos de forma diferente, que ele também possa vir com o tempo, ser cultivado, que podemos gostar a medida que vamos nos envolvendo? Eu sempre vou à praia aos domingos, estar ali não estava nos planos, mas agora, mesmo que não fosse o habitual (e até por isso!)... tava uma delícia! De minha parte, eu pretendia repetir o programa, mesmo quando desse sol! Variar pode ser legal, mesmo que num primeiro momento possa parecer muuuuito estranho! Quanto à Marcelinha? Aulas de culinária. Prometeu tentar! Pra vocês? Fica a sugestão – não esperem tanto essa animação imediata, não descarte sem experimentar! No mais, boa semana com novos ou velhos hábitos!

por Carolina Resende


Espontâneo - Ser ou não ser? Reviewed by Ricardo Leão on 12:17 PM Rating: 5

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