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Crônicas

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Resenha filmes - A Árvore da vida

E éramos todos Jó, ali sentados aos montes naquela sala de cinema completamente lotada. Como em uma aposta divina entre Deus e o Diabo, fomos questionados entre sair correndo do cinema ou permanecermos pacientemente em penitência, observando o poder superior na criação do universo em infindáveis cenas rebuscadas de efeitos especiais e sonorizadas com músicas clássicas. Em uma desconstrução completa de tudo o que você já viu no cinema, essa história bíblica narrada brilhantemente com imagens nos leva ao questionamento de Jó. Por que um homem correto, honesto, trabalhador, temente a Deus tem sua vida completamente desmoronada, após a morte de seu filho caçula? Enquanto os outros nem tão “devotos” assim progridem na vida? Por que eu? Essa é a pergunta que Mr. O'Brien, “Brad Pitt” procura entender, enquanto seu casamento desmorona diante de seus olhos e sua ignorância para os sentimentos de sua mulher, que tenta aprender como viver sem o filho tão amado. O drama se desenvolve a partir da visão do irmão mais velho Jack, “Sean Penn”, que mesmo cinquenta anos depois ainda é atormentado pelo ocorrido. Entre presente e passado esse roteiro audacioso te leva pacientemente pelas fases e momentos da vida de um criança, desde o seu nascimento até sua adolescência questionadora, mostrando os conflitos inerentes a cada época de sua vida, em uma família de classe média americana na década de cinquenta. As respostas para os questionamentos estão muito bem apresentadas nos minutos finais deste drama pra lá de profundo, mas que para alguns mortais passarão desapercebidos, pois o pouco diálogo deste longo filme pode deixar alguns entediados, mas eu não consigo imaginar outra maneira de se contar essa história, com toda a carga de dramaticidade necessária, senão da maneira que foi, o que faz deste filme uma obra prima.



Resenha filmes - A Árvore da vida Reviewed by Ricardo Leão on 6:26 PM Rating: 5

Um comentário:

  1. Ótimo filme. Uma poesia visual como poucos. Interpretações intimistas e eficientes. Momentos sutis de dramaticidade eficaz que equiparam-se em intensidade à imagens surrealistas e pictóricas cujo simbolismo revela-nos subtramas que vamos captando no decorrer do longa. Você está certo, ali éramos todos Jó, nos perguntando onde estávamos (ou o que assistíamos) enquanto Malick escrevia essa marcante obra-prima!

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